Compilei, olhando para mercado brasileiro e internacional, algumas expectativas, previsões e tendências que afetarão o Analista de Negócio. Listamos as 10 mais significantes para o AN no desempenho de suas atividades:
1 - Pressão gerada pela crise econômica e a competição global (leia China) vão influenciar as organizações e sua forma de fazer negócio. Eficiência organizacional e operacional será uma exigência.
Para melhorar a eficiência organizacional e operacional, as empresas vão consolidar operações, reduzir custos, melhorar processos, revisar linhas e modelos de negócio. Contudo, nesta situação a tecnologia é uma ferramenta de apoio, os processos e arquitetura de negócio serão os grandes pontos focais.
O Analista de Negócio será um dos agentes dessa mudança.
2 - As empresas contratarão mais Analistas de Negócio, mais sem uma definição formal e única sobre as atividades e responsabilidades do AN.
Em algumas empresas o AN será uma espécie de “faz-de-tudo”, da análise de negócio à implementação de sistemas (mais tecnologia e menos negócio – mais operação e menos tática). Já em outras o AN será responsável pela análise de negócio, desenho de soluções que agreguem valor ao negócio, pela elaboração de Business Case e pela demonstração de ROI. Sua missão principal é ajudar a organização a alcançar as suas metas e objetivos. (mais negócio e menos tecnologia – mais tática e menos operação).
3 - Outsourcing e BPO (Business Process Outsourcing) vão continuar na agenda de muitas organizações.
Neste cenário o AN deve ajudar a empresa, principalmente na fase de transição dos processos e na estabilização de resultados.
4 - Governo vai apostar cada vez no papel do AN, para implementar as propostas feitas pela Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade (colegiado formado por empresários e ministros).
O grupo foi criado para sugerir ao governo formas de reduzir custos, melhorar o controle dos gastos públicos, racionalizar processos e melhorar serviços prestados à sociedade.
A dois anos as organizações públicas, principalmente as federais e as estaduais capacitam seus servidores para atuar como AN. Isso vai continuar em 2012.
5 – Conformidade. O governo brasileiro e agências reguladoras vão implementar novas leis, regulamentações, normas e resoluções que afetaram as organizações. Manter-se em conformidade (Governança de Compliance) com elas será um grande desafio.
A AN deve auxiliar as organizações a implementar os projetos de conformidade legal e manter a Governança de Compliance.
6 - Projetos. Demonstrar o ROI dos projetos será uma exigência nas organizações.
O AN em muitas empresas deve ser o responsável pela elaboração do Businesss Cases (algumas empresas chamam de Ante-Projeto) e da Análise de Viabilidade Financeira (demonstrar o ROI) das soluções. Somente as soluções que agregam valor real e comprovado devem se transformar em projetos.
7 - Métodos Ágeis vão continuar crescendo principalmente na área de desenvolvimento de software.
O AN e demais profissionais como Gerente de Projetos vão ter que se adaptar para utilizar cada vez mais os métodos ágeis em projetos de desenvolvimento de software. O IIBA está fazendo um esforço para criar uma extensão do BABok para facilitar esta adaptação. O PMI acabou de criar uma nova certificação para atender especificamente a projetos ágeis.
8 - Tecnologia da Informação. Computação nas nuvens, software com serviço e dispositivos móveis.
Tecnologias que aumentam a disponibilidade, reduzem TCO e incrementam níveis de qualidade nos serviços de TI serão cada vez mais requisitas. Dispositivos móveis (leia: smartphones e tablets) estarão cada vez mais presente no dia-a-dia das organizações.
O AN deve trabalhar junto com o pessoal de TI e especialistas para utilizar estas tecnologias e dispositivos como parte das soluções.
9 – Desempenho do NA. As organizações querem ser capazes de quantificar o impacto do trabalho do AN sobre o negócio.
Cobrança por resultados será cada vez mais forte, o ANs estará sob enorme pressão para quantificar seu trabalho e demonstrar desempenho. As organizações querem ser capazes de quantificar o impacto do trabalho do AN sobre o negócio.
10 - Sustentabilidade e Inovação. Não é bem uma novidade, sustentabilidade ambiental e inovação continuaram na pauta das organizações (principalmente nas industrias).
O AN deve adquirir novas competências para atuar em iniciativas e em projetos de sustentabilidade ambiental e de inovação.
Imagem (adaptada): Capa do Livro da Caroline Ferdinandsen’s "The Forecast"
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